Já está na hora de separarmos os trapos que com tanto amor juntamos. Vai dar trabalho, e vamos perder muitas horas, mas tem de ser. Ao menos durante esse tempo, ainda posso olhar para ti e despedir-me em silêncio. Afasta-te por favor, é errado voltarmos a amarmo-nos novamente naquela mesma cama onde tudo começou, mas o desejo é superior. Tu voltas a beijar-me como se fosse a primeira vez, voltas a tentar conhecer o meu corpo, voltas a fazer de mim a tua mulher. A razão diz-me para parar mas o coração não quer, e o que ele diz é sagrado e impossível de contrariar. Já tinha saudades tuas, do teu cheiro e sabe-se lá mais de quê que seja teu. Mas tal como isto começou aqui, também é aqui que vai acabar porque a minha despedida continua a ser feita, mas desta vez, amando-te só para te manter em mim mais um tempo. É que sabes, eu guardei-te em mim já faz muito tempo e estás guardado na minha caixinha mais especial. Eu sei que também estou guardada numa caixinha em ti, só me falta saber se a vais manter guardada em ti ou a vais meter numa gaveta qualquer que nunca mais voltarás a abrir.
Porque por vezes o que precisamos está mesmo ao nosso lado , nós é que não o vemos .
quarta-feira, 23 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Já está na hora de arrumar o passado. Preciso de fazer a mala com as nossas recordações, apagar o teu cheiro do meu corpo, esquecer o teu toque, arrancar o teu amor do meu coração. Como se mudasse de casa, mas sem saber para onde ir morar a seguir. É esperar dia após dia, do próximo coração que se proponha a me acolher, esperar pelo próximo sorriso que me vai envolver e talvez pelo homem que me possa vir a fazer feliz. Mas uma coisa é de sublinhar, é que eu posso tirar-te de mim e atirar a mala com as nossas recordações para um rio, para que alguém um dia a encontre e transforme a nossa história em palavras, mas nunca deixarás de ser o homem da minha vida. Por mil e uma coisas e até por nadas insignificantes, mas sê-lo-ás para sempre. Até porque não vale de nada esperar pelo homem perfeito, a menos, claro, que o façamos sentadas, porque ele nunca vai aparecer. Qualquer homem tem defeitos, o problema de alguns é que os têm chapados na cara, tal como tu. A perfeição não existe, mas se existisse ia ser muito aborrecida. Já alguma vez te imaginaste sempre a abanar com a cabeça a dizer "Sim, concordo" a tudo o que eu dizia? Pois, nem eu. E juntamente com as memórias a guardar, também vou guardar as nossas discussões por não me dizeres "Sim, concordo" quando tinhas de fazê-lo, e claro que também não me ia esquecer das promessas que fizeste, mesmo sabendo que não as cumpririas. Achas que daremos uma boa história àquela pessoa que nos descubra naquela mala?
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Melhor.
Hoje em dia, as relações passaram a ser apenas superfíciais e muitas vezes sem haver realmente sentimento nelas, graças a deus, minha querida, nós somos de há uns aninhos atrás, quando o amor era verdadeiro e não se dizia 'amo-te' só para se mostrar que se conhecia toda a gente. Sempre foste a minha segurança e a minha força. Sabes, sei de cor todas as palavras que trocamos e lembro-me de cada abraço, de cada sorriso, de cada chamada. Eu não vou estar para aqui a dizer que és a minha vida, nem que sem ti não sou nada, porque tu sabe-lo melhor que ninguém. Já chorei, já caí, já magoei e tu estiveste sempre do meu lado, assim como quando sorri, quando amei e quando ganhei. Hoje em dia, olho para trás e vejo que nós já percorremos tanto caminho juntas e tenho medo que algum dia esse caminho termine, ou que eu tenha de o terminar sem ti. Talvez conseguisse, talvez não, mas o certo é que não seria a mesma coisa. Devo-te o mundo, e talvez mais um bocadinho ainda, por tudo o que me disseste, pelas vezes que te atiraste de cabeça por mim, pelos momentos mais difíceis em não me largaste um minuto. Obrigada, muito obrigada mesmo. Dizer que te amo, é pouco melhor amiga.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Eterno
Vem, não tenhas medo. O mundo espera por nós e temos que o descobrir. Estamos juntos, não precisas de ter medo de nada, não precisas de estar a espreitar sorrateiramente cada esquina atrás do mal. Acredita que por vezes a felicidade existe e vem para ficar. Lembras-te das vezes que pegamos nas cores que já existiam e pintamos os mais bonitos quadros com as novas que inventamos? É dessa liberdade que precisas. Mais uma vez te digo, vem, não tenhas medo. Eu estou aqui, e não te vou deixar. Não, enquanto precisares, porque quando me desejares mas já não precisares de mim aí sim, deixo-te nas mãos a tua vida e deixo-te a explorar os caminhos que precisas de conhecer. Mas para já, ainda sinto a tua urgência em ter-me por perto, por isso vou ficar do teu lado, a dar as minhas opiniões para as tuas escolhas. Vem, não tenhas medo. Vou repetir isto, as vezes necessárias para tu vires e arriscares, sem pensar demais no certo ou errado, no infantil ou adulto, no que deve de ser ou não. Até porque fomos habituados a agir da maneira certa errando, fomos a toda a hora crianças adultas e sempre, mas sempre mesmo, fizemos o que não devíamos porque devia de ser feito. Faz parte da nossa natureza, e irá continuar a fazer porque já não somos dois corpos juntos, somos duas almas conjugadas.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Amo-te por hoje, por ontem e por amanha. Amo-te desde as tuas mais sinceras palavras de amor, até às discussões mais intensas. Amo-te por seres quem és e por fazeres de mim quem sou. Desde o primeiro momento em que olhaste para mim, com esses olhos que nem sei classificar ao certo, mas que me envolvem por completo, que surgiu algo que não se traduz por palavras. (Há quem lhe chame química, há quem lhe chame paixão, mas são nomes tão vulgares que prefiro não lhe chamar nada) E era esse sentimento que fazia com que o desejo falasse mais alto de cada vez que apenas existíamos nós. Cada centímetro do meu corpo já não era novidade para ti, conhecia-lo melhor que ninguém, mas sempre que me agarravas e o percorrias era como se fosse a primeira vez. Ainda hoje, as palavras não fazem falta, basta agir. Gostava de te manter em mim para sempre. Será que podes voltar a conjugar o verbo amar comigo, como um dia me ensinaste?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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A cada dia que passa, mais são as vezes que chamo por ti em silêncio. Hoje dei por mim a relembrar aqueles nossos momentos, que ninguém sabe sequer que existiram. As lágrimas corriam pelo meu rosto, e na minha cabeça ecoavam as palavras que me dizias. Sabes o que encontrei nessa caixinha de recordações a que recorri? Os nossos planos. Sim, aqueles que nos juntavam por muito, muito tempo. Não era para sempre, mas sim para depois disso, porque o sempre para nós não chegava. Pelos vistos, isso é um dos sonhos que tu levaste contigo. Ainda tenho o teu cheiro agarrado a mim mas já não sinto a tua presença. Quem me dera que voltasses durante a noite para me abraçares e me dizeres vezes sem conta que me amas. É que as tuas visitas em sonhos não chegam, eu preciso do teu toque, esse mesmo toque que já conhece o meu corpo como se sempre tivesse morado nele. Secalhar já estou a pedir de mais não é? Mas só mais uma coisa... Espero um dia voltar a conjugar o verbo amar, contigo, no presente, mas até lá, limito-me a esperar.
domingo, 6 de junho de 2010
Deitas tudo a perder assim? Tudo bem, apenas te tenho a dizer que vou ter saudades. Saudades dos abraços que tu me davas, das nossas conversas, das vezes todas que foste a ÚNICA pessoa que me conseguiu fazer sorrir. Tu sabes perfeitamente que te considero das melhores pessoas do mundo, não queres é ver isso. Talvez tenha exigido demais de ti, mas não o terás tu feito comigo também? Já agora, alguma vez estiveste disposto a cumprir as promessas que me fazias? É que eu sim e tentei, tu é que não aguentaste tanta responsabilidade secalhar. Agora sei que já não há nada a fazer e sei também que amizade como a nossa não vou encontrar mais. Não vou ter quem me ponha os olhos a brilhar com tanto orgulho, não vou ter quem tenha as palavras certas para mim quando tudo está errado, não vou ter quem simplesmente me limpe as lágrimas e partilhe toda a força que tem comigo. Quando te disse que eras eterno, é porque eras mesmo B*.
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