Mal me quer, bem me quer, mal me quer, bem me quer. Se ao menos me tivessem dado o dom de adivinhar os sentimentos das outras pessoas quando elas se instalam no meu coração, tudo era muito mais fácil. É que já não sei de quantas maneiras mais vou conseguir descodificar o que escondes atrás do teu olhar inocente. Para quê comunicar pela mais complicada das linguagens, que é a de partilha de olhares, em vez de simplesmente partilhar-mos palavras, tal como fazem os outros? Acho que é mesmo por nós não sermos os outros e sermos especiais. Mas eu penso com o coração e o meu coração está na boca, não sabe estar calado de maneira alguma. Só não fala quando é preciso, quando o momento pode fugir e ele se sente demasiado entusiasmado para transpor isso em palavras. Coração estúpido. Estúpido e iludido. Não aprende que quanto mais se agarra às pessoas mais elas o atacam e magoam. E por isto mesmo, não sou a pessoa indicada para dizer se somos ou não especiais, prefiro apenas dizer que estamos unidos pelo coração, como siameses que mesmo não estando juntos, sabem sempre onde se encontrar. Sabes o que te vou dizer quando te encontrar outra vez? Eu também não, mas ele sim.
Porque por vezes o que precisamos está mesmo ao nosso lado , nós é que não o vemos .
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
amores e outros que tais
Começo a pensar que enlouqueci de vez, que alguém me lavou a alma sem eu perceber e comecei a acreditar em histórias de encantar. A idade da estupidez já passou, já devia ter aprendido que o amor à primeira vista não existe, tal como os amores perfeitos. O que existe são trocas de corações e de almas, é isso. Não podemos confundir as coisas. O amor acaba, ou simplesmente se vai apagando com a erosão do tempo e da rotina, mas essas trocas ficam eternizadas porque dá-mos o nosso coração e recebemos um novo, que bate mais forte e desalinhado de cada vez que nos cruzamos com o nosso, que faz tremer as mãos e as pernas e nos deixa as palavras presas na garganta. Deixamos de ser nós, passamos a ser o que resta de nós e o outro, numa união quase perfeita que vai mudando de cada vez que dá-mos o coração que temos.
É assim que vou tentando perceber tudo o que se passou. Não sei por que nome te chamar, não sei como chegaste até mim nem sei porque chegaste, apenas sei que bates em mim, com toda a força e todo o sentimento tão característico do mistério e da paixão. Todas as noites, em silêncio, faço-te todas as perguntas que ecoam na minha cabeça. Não tenho respostas, e as que tenho são imaginadas conforme eu gostava que fossem verdade. Mas um dia, vou a correr atrás de ti, vou-te puxar pê-lo braço e vou-ter encher de perguntas, vou-te dizer tudo o que o meu coração tem guardado e quem sabe não te agarre para sempre.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
best friend always
Hoje olho para ti e estás um homem feito. Cresceste tanto por fora como por dentro, o que me faz ter o maior dos orgulhos em ti. Mas por mais que cresças e te percas por entre toda a gente que vai entrar e sair da tua vida, não vais perder essa tua eterna cara de menino pequeno, com o teu sorriso mais sincero, o teu olhar mais inocente e o teu coração mais puro. Tens a alma de uma criança sonhadora com vontade de revirar o mundo, e de facto tu revira-lo. Pelo menos o meu, que já conheces melhor do que eu própria. Foi há pouco tempo que descobri o fio invisível que nos une. Junta coração com coração e alma com alma fazendo com que estejamos tão próximos quanto afastados estamos.
É à noite quando mais procuro o teu sorriso por entre as estrelas. Ele aconchega-me e eleva-me à voz dos Deuses que me conduzem pelo caminho certo, tal como tu. Foste tu que me ensinaste este dom, que pouca gente detém. Ensinaste-mo nas entrelinhas dos teus mais sinceros desabafos, por isso é normal que não te lembres. Também aprendi, com as tuas faltas de presença, não com a tua ausência porque nunca o estiveste, a ir buscar a todas as minhas defesas o ataque contra aqueles que insistem em me magoar.
Eu podia-te chamar simplesmente amigo, amigo especial talvez. Mas tu és mais, muito mais. És o melhor de todos os homens, a melhor de todas as pessoas e o melhor de mim. És o meu irmão, o irmão mais velho que nunca tive e que me protege, com toda a força que tem, com todo o amor que consegue dar.
Obrigada, muito obrigada por seres quem és e por fazeres de mim quem sou. Um dia destes, abraço-te com toda a força que tenho enquanto deixo que pegues em mim ao colo e vou gritar bem alto que te amo, melhor amigo. És o mundo que se intercepta com o meu numa sintonia celestial digna dos Deuses. Parabéns melhor pessoa do mundo, eu amo-te ♥
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Palavras para quê?
Tenho-te guardado no mais infinito dos espaços. Todos os dias, com toda a minha paciência típica das mulheres apaixonadas, vou lá dar-te um beijo de bom dia enquanto ainda estás a acordar. Abraço-te com toda a força e despeço-me, porque não posso permitir ao meu coração aconchegar-se de novo ao sabor da tua companhia. Foi a maneira que arranjei de te esquecer. Estúpido não achas? Pelo menos sempre me sinto mais independente e sei que aos bocados vou acabar com toda a dependência que sinto pelo teu amor. É esse o grande problema das mulheres. Quando amam, dependem do amor do outro e aí, é como um vício que demora um tempo infinito a curar. Somos como alcoólicas do amor.
Eu sei que de nada serve estar a explicar tudo o que sinto por palavras, porque palavras são palavras e não passam de palavras. Elas não sentem, elas não agem, elas não demonstram. Apenas materializam, aproximam-se da realidade e dão forma aquilo que podemos pensar. Mas elas são traiçoeiras, nós podemos brincar com elas, mas são elas que mais nos enganam. Por isso, sempre que venhas cá matar saudades das coisas que eu te dizia antes de apenas te visitar no teu espaço, entende cada palavra da maneira que tu sabes que eu a entenderia, não com o significado que ela parece ter à primeira vista. Mais uma coisa, eu amo-te.
domingo, 1 de agosto de 2010
Bonecas descartáveis e outras que tais
Hoje acordei com a maior vontade do mundo de te mostrar todas as memórias em que te guardei e de te dizer tudo o que fechei em mim durante todo estes tempo, apenas libertado pelas lágrimas que chorei. És e sempre serás um eterno amante de mulheres, um conquistador nato que se recusa a se agarrar a uma só mulher, mesmo sabendo que é a mulher da vida dele. Preferes ter um leque de escolhas que te deixa variar conforme queiras, de mulher para mulher.
Dedicas-te a cada uma delas de tal maneira, que convences qualquer uma a conhecer o quão confortável é a tua cama ou então preferes levá-las até à cama de um hotel manhoso a que recorres quando não passa de apenas uma noite de desejo. Mas eu sei que isso é apenas uma armadura que usas para te proteger de um dia seres como aqueles casais, que no início, conseguem ver tudo perfeito, mas que com o avanço dos anos não resistem à erosão do tempo e caem na rotina que acaba sempre por preencher os dias com coisas completamente cheias de nada e de coisa nenhuma.
Eu sei que fui diferente de todas essas tuas bonecas descartáveis. Amavas-me mais do que tentavas mostrar, exactamente para te poderes esconder por detrás da tua armadura, tal como as avestruzes quando metem a cabeça debaixo de terra quando têm medo. Mas eu conheço-te, secalhar melhor do que tu próprio, e não sabes disfarçar a maneira como me destacas das outras. Comigo, dispensas todo o tempo necessário, tempo que para ti é precioso, mas com elas tens tudo contado até ao último minuto. Comigo, gastas esse tempo a dar-me a conhecer os teus segredos, os que trazes sempre guardados na tua caixa de Pandora como um tesouro intocável, mas com elas dispensas esse tempo apenas para lhes levantares as saias quando te queres esconder do teu coração.
Às vezes gostava que me desses de vez o teu coração e amarrasses o teu barco no meu porto de uma vez por todas. Já tens o teu lugar à espera há demasiado tempo, e podes demorar o que quiseres porque será sempre teu e nunca vou deixar que o ocupem por ti. Mesmo assim, insisto que deixes o teu coração encontrar-te, andais desencontrados à demasiado tempo e precisas de lhe dar ouvidos. Atira a tua lista de bonecas descartáveis e outras que tais para o outro lado da cidade, sem remorsos nem medo de um dia vires a precisar dela. Ouve com atenção o que o teu coração te diz, ele nunca se engana. O meu já me disse que tu um dia virias, será que o teu te vai dizer em que dia?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O antes, o depois e o ainda
Diz-me baixinho ao ouvido, mais uma vez, que me amas até me convenceres realmente disso. Preciso de ouvir isso sair da tua boca porque talvez seja a única maneira de sentir essa palavra chegar até mim pura e vivida, como se já a esgotáramos de tanto a viver. Eu bem te queria poder dizer o que sinto por ti, mas ainda ninguém até agora conseguiu dar forma a tamanho sentimento, ninguém sequer se atreveu a tal. No momento em que trocamos de olhares, trocamos também de corações ainda te lembras? Ficaste com o sorriso típico de puto apaixonado que eu nunca te conhecera até então e que me marcou até agora, sem nunca mais o perderes quando somos só nós. Só ainda não percebi é se ficas com ele pelo que sentes ou por mim, é uma dúvida que persiste em mim, mas que também não sei se vale muito a pena esclarecer. Quando não sabemos o significado das coisas boas, mais vale não esclarecer esse mistério por uma questão de não lhes retirar toda a magia que possuem.
Tu sempre foste uma coisa boa, até quando eu chorava dias a fio por teres sido um autentico idiota. Mas com o tempo aprendi que isso faz parte do teu currículo, das tuas habilitações para as relações e não consegues evitar. Os teus gestos e as tuas palavras é que têm culpa nisso porque saem disparadas, egoístas aos outros e totalmente egocêntricas. Acho que ainda gosto de ti porque continuo a gostar de gostar de ti, a gostar de gostar do teu cheiro, do teu corpo, do teu sorriso e do teu amor. Tu ainda não morreste de uma vez por todas no meu coração simplesmente porque eu ainda espero muito de ti, tal como sempre. Desculpa se acabei sempre por querer demais por ti e dar a menos. Talvez essa fosse uma das razões que te levou à exaustão e para longe de mim. Se voltasse atrás? Dava-te muito mais do que te pediria, podes ter a certeza. Agora também não vale de nada estar com sentimentos de culpa e arrependimentos, porque o amor é um jogo com início, fim e muitas dificuldades pelo meio, nós cumprimos todas as regras, menos uma: a de continuar a jogar mesmo depois do fim do jogo.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Casa , outra vez
Acho que descobri uma coisa, uma coisa que já tinha descoberto há muito até, mas que não sabia. Quando me abraças e me deixas ficar ali, até quase adormecer, a sentir o teu cheiro e o teu toque que tão bem eu já conheço, sinto-me mais protegida do que nunca. Como se tivesse a certeza que, enquanto me apertas com a tua maior força e carinho, nada de mal me pode acontecer. E cada vez mais, quero esse abraço que em tantas noites já foi o meu porto de abrigo, quando mais precisei de ser protegida de mim e dos outros. Gostava de saber como consegues isso, juro-te. És o único que em cada abraço me faz sentir como se regressasse a casa, até mesmo sem regressar. Tu bem sabes o que eu quero dizer e mais não digo.
Espero que nunca percas esse dom e de preferência que eu também não perca o meu lugar nessa casa que me recebe sempre, mesmo sem eu pedir. Posso-te pedir um favor? Volta a envolver-me e deixa-me adormecer encostada ao teu peito enquanto vemos a lua procurar o seu lugar no meio das estrelas, tal como eu faço no meio dos teus braços.
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